Reloaded…

Balance by David Skoumal
Durante muito tempo eu busquei um sentido maior em caminhar nesta direção. Escrevi durante três anos e meio sem nenhuma interrupção e – blablablá, blablablá, blablablá… Todos vocês já conhecem esta passagem melhor do que eu. E na realidade ela sempre foi uma grande mentira. Na realidade, o fato de ter caminhado durante todos aqueles anos, sentindo, percebendo e transmutando em palavras foi apenas a ausência de pensar, e apenas viver o que era dito.
Claro que para o observador, aquele que se depara com um texto e o lê, o sorve aos poucos ou de um trago só, sempre procura um motivo, uma razão, mera referência. Algo que alente seu pensamento ao cair da noite e o silêncio que antecede o sono não o atormente com a simples pergunta: Porque não faço o mesmo?
O que é resume-se apenas no ato em si, e nada mais. Prefiro não me estender no assunto, e apenas deixar aqui a lembrança de alguém bem mais versátil com as palavras. Ei-lo:
“Não tem porque interpretar um poema. O poema já é uma interpretação.“ (Mário Quintana)